O tabagismo é conhecido pela gravidade dos problemas causados tanto para o fumante quanto para as pessoas ao redor. Em tempos de pandemia, onde muitos fatores influenciam no agravamento dos casos de Covid-19, é preciso estar em alerta para os perigos do uso excessivo do cigarro.
Em Roraima, o trabalho de combate ao tabagismo é executado de forma integrada pela Secretaria de Estado da Saúde (Saúde), por meio do Departamento de Políticas de Atenção à Oncologia (DPAO) e do Instituto Nacional de Câncer (Inca), e pelos municípios, que demonstram interesse de aderir à Política Nacional de Combate ao Tabagismo.
De acordo com a diretora do DPAO, Cláudia Almeida, o apoio do Inca possibilita a capacitação completa dos profissionais para atuar no tratamento e garantir a recuperação de quem busca ajuda profissional.
“Dessa forma, os municípios podem colocar em prática as ações de incentivo ao tratamento, com os profissionais dos municípios capacitados para atuarem como agentes de combate ao tabagismo. Por meio dessa integração é feito um levantamento do grau de abstinência e qual será o tratamento e medicação adequada para cada paciente”, explicou.
Ela destacou que o tratamento é gratuito e a recuperação dura em torno de um ano, durante o tratamento são utilizados medicamentos à base de nicotina e bupropiona, substâncias inibidoras do vício.
ATENDIMENTO
Os interessados em receber ajuda devem procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS), onde serão atendidos com todas as orientações necessárias.
“Sabemos da dificuldade que as pessoas têm em parar de fumar, porque é uma dependência química, causada pela nicotina que é uma droga pesada. Pelo menos 90% dos fumantes são dependentes da nicotina, por fatores emocionais e comportamentais, mas sempre reforçamos sobre os benefícios imediatos de parar de fumar, entre eles o ritmo cardíaco e a pressão arterial se normalizam, o nível de monóxido de carbono no sangue também volta à normalidade e a circulação sanguínea melhora, além da função pulmonar aumentar, sinais que demonstram a considerável recuperação da qualidade de vida”, finalizou a diretora.
DADOS
Dados do Ministério da Saúde mostram que o Brasil tem reduzido o número total de fumantes nos últimos 13 anos, com percentual de queda de 38% entre 2006 e 2019, mas a mesma pesquisa mostra que 9,8% dos brasileiros ainda têm o hábito de fumar, o que representa aproximadamente 22 milhões de pessoas.