Investigada pede para voltar à Bahia, mas tem autorização negada pela Justiça de Roraima

Nesta terça-feira (25), a juíza Daniela Schirato negou autorizar que Esmeralda Menezes deixe Roraima e retorne à Bahia. Esmeralda é investigada por desvios de recursos públicos por meio de contratos fraudulentos da Cooperativa Brasileira de Serviços Múltiplos de Saúde (Coopebras) com o Governo de Roraima.

Esmeralda alegou que trabalha e tem residência em Salvador. Contudo, a magistrada entendeu que ela pode cumprir com as obrigações virtualmente, devido à pandemia da Covid-19. O Ministério Público do Estado de Roraima (MPRR) também se manifestou contrário à autorização.

“A concessão da autorização para residir em outra Comarca é demasiadamente temerosa, considerando que no decorrer na ação penal, homiziou-se em local incerto e não sabido, permanecendo na condição de foragida durante muitos meses, não sendo de interesse à instrução penal o deslocamento para um estado distante, diante da possibilidade de pôr em risco a aplicação da lei penal”, justificou Daniela Schirato.

No documento, a juíza também cita que trabalhar de home office é a realidade atual. Daniela também fala que a própria defesa argumentou que Esmeralda possui cormobidades, e, por isso, é recomendado que ela atue de casa.

CASAL

Semana passada, Roraima em Tempo revelou que o esposo de Esmeralda e vice-presidente da cooperativa, Edivaldo Pereira Vieira, pediu para retirar a tornozeleira eletrônica. O investigado alegou que o equipamento feriu o tornozelo esquerdo. Contudo, a mesma juíza mandou que transferissem o aparelho para a perna direita.

Esmeralda é acusada pelo MPRR de ser responsável pelo núcleo de ocultação patrimonial. De acordo com o órgão, ela cuidava de uma falsa filial da Coopebras situada na Bahia, onde morava, e recebia salário de R$ 45 mil por mês da empresa. Os bens de Esmeralda e Edivaldo variam de R$ 50 mil a R$ 730 mil.

O casal ficou oito meses foragido, e só não foi preso porque, recentemente, teve os mandados de prisão preventiva revogados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Desde então, os dois cumprem medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, e não podem se ausentar de Roraima sem autorização judicial.

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