Ao ano, mais de 500 bebês foram atendidos pelo Banco de Leite Humano (BLH) da Maternidade Nossa Senhora de Nazareth, em Boa Vista. O trabalho tem recebido reconhecimento internacional e foi destaque no Fórum de Cooperação Técnica Internacional sobre doação de leite humano.
De acordo com a coordenadora do Banco de Leite, Silvia Furlin, é um orgulho o reconhecimento a nível internacional de todo o trabalho realizado para atender todas as demandas relacionadas à doação de leite materno.
“Contamos com uma equipe de 43 profissionais em uma Maternidade que tem 24h de funcionamento. Mesmo com a pandemia nós conseguimos suprir as necessidades de até 99% de nossos recém-nascidos internados na UTI neonatal. É um orgulho poder mostrar como é feito o trabalho do nosso banco em Roraima”, destacou.
O serviço, por seis anos consecutivos, recebeu o selo de ouro após avaliação pela Rede Global de Bancos de Leite Humano, na prestação do atendimento. A última avaliação ocorreu no final de 2020.
“O leite materno é o melhor alimento para o recém-nascido, e quando temos mães doadoras, temos a doação de amor e carinho, por isso reforço para todas as mães que têm excedente de leite que façam a sua doação e salvem uma vida, pois o leite é vida e traz esperança para o bebê que está na UTI”, incentivou a coordenadora.
ARMAZENAMENTO
Em outubro do ano passado, o Banco de Leite fez uma campanha para arrecadar frascos de vidro para armazenar o leite materno. Eles devem ter tampa de plástico e podem ser de modelos das embalagens de café solúvel. A campanha é permanente, devido à quebra ou não devolução dos frascos.
À época, o serviço tinha 50 doadoras que auxiliavam mais de 40 mulheres no estado. O número tinha crescido com o atendimento on-line, que facilitava o preenchimento de cadastro das interessadas em meio à pandemia de coronavírus.
As doadoras entravam em contato pelo Whatsapp (95) 98414-0772 e o link era gerado automaticamente para o cadastro. Por esse número também possível fazer o acionamento da equipe do Corpo de Bombeiros que auxilia as atividades do BLH, para que o leite coletado seja encaminhado para a unidade, bem como o repasse de frascos de vidro com tampa de plástico.
REDUÇÃO
Com as restrições da pandemia, o número de doadoras de leite materno reduziu em quase 30%. Em dezembro do ano passado, a coordenadora Silvia Furlin reforçou que mesmo durante a pandemia a doação de leite materno não oferecia riscos, “já que a mulher deverá estar usando máscara e seguir todos os protocolos de proteção”.
Para ser uma doadora, a interessada deve ter bom excedente de leite, estar com boa condição de saúde e não tomar medicamentos contraindicados para a amamentação.
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