Acusados de integrar organização criminosa que atuava no tráfico interestadual de entorpecentes foram denunciados pelo Ministério Público do Estado de Roraima (MPRR). A ação foi divulgada nesta quarta-feira (2).
O órgão denunciou 15 pessoas por lavagem de dinheiro originário do tráfico de drogas. Eles são alvo da Operação Teto Baixo, deflagrada pela Polícia Federal em outubro de 2019.
Esta é a segunda denúncia da Promotoria de Justiça Especializada em Crimes de Tráfico Ilícito de Drogas e Crimes Decorrentes de Organização Criminosa.
O MPRR informou que a primeira foi protocolada em dezembro de 2019, para responsabilizar 21 pessoas pelo crime de tráfico de drogas e associação para o tráfico.
ESQUEMA
Durante as investigações, foi comprovado que alguns integrantes lavaram mais de R$ 24 milhões para ocultar a movimentação de valores.
“Com a intenção de encobrir as negociações ilícitas, o chefe da organização distribuía os montantes nas contas bancárias de parentes próximos. O dinheiro era utilizado para pagar pilotos que faziam o transporte das substâncias e financiar as operações sem deixar evidências”, citou o órgão estadual.
De acordo com a denúncia do MPRR, quase mil transações bancárias foram realizadas entre 2015 e 2018 para mascarar o patrimônio levantado com a venda e transporte de entorpecentes, principalmente cocaína.
CRIME
A pena prevista para o crime de dissimular a natureza e movimentação de valores provenientes de infração penal é de 3 a 10 anos de reclusão para cada transação ilegal. O MPRR assegurou que a denúncia foi protocolada no mês de abril na Vara de Entorpecentes e Organizações Criminosas e já foi recebida pela Justiça.
OPERAÇÃO
A Polícia Federal realizou a operação Teto Baixo contra uma organização criminosa especializada no tráfico interestadual de cocaína. O trabalho ocorreu em Roraima e também nos estados do Amazonas, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pará, Tocantins.
À época, foram cumpridos 106 mandados judiciais, entre 30 de prisão preventiva, 6 de prisão temporária, 27 de busca e apreensão, 7 de suspensão de regularização de imóvel rural e 36 de bloqueio de bens, os quais incluem, 18 aviões, imóveis, propriedades rurais e mais de R$ 290 milhões.
As investigações tiveram início no final de 2016, após a queda de um avião no município de Caracaraí, região Sul de Roraima.