A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) informou que Roraima voltou para zona de alerta crítico na pandemia da Covid-19, após reduzir o número de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Hospital Geral de Roraima (HGR). O novo boletim foi divulgado nesta quinta-feira (10).
“Se observaram aumentos do indicador mais expressivos em Roraima, que volta à zona de alerta crítico, muito possivelmente pela redução dos leitos de UTI disponíveis – originalmente eram 90, há algumas semanas passaram a 60 e na última semana caíram para 54”, cita o documento.
O HGR é a única unidade para tratamento de casos graves de coronavírus. No dia 22 de maio, a quantidade de UTIs reduziu em 33%. Dez dias depois, uma nova queda foi observada: de 60 para 54. Por causa disso, a taxa de ocupação subiu para 91%.
‘PREMATURO’
A Fiocruz reitera que é prematuro afirmar que se inicia uma terceira onda da pandemia. Contudo, argumenta que não se pode falar em redução sustentável de casos e mortes pela doença.
“Pequenas oscilações no número de casos nas últimas semanas demonstram a permanência de transmissão do vírus, ao mesmo tempo em que se observa uma ligeira queda no número de óbitos [-1,5% ao dia]. Esse contexto continua a produzir fortes pressões sobre todo o sistema de saúde considerando que milhares dos casos podem apresentar quadros clínicos graves, exigindo internação e cuidados intensivos”, ressalta.
Nos últimos dois dias, a instabilidade no sistema do Ministério da Saúde tem afetado o preenchimento de dados sobre a pandemia em Roraima. Ou seja, não se sabe ao certo quantos casos foram confirmados nas últimas 48 horas.
Já as mortes continuam sendo informadas. Somente ontem, mais 10 óbitos entraram no boletim do governo. Atualmente, são 105.517 o total de infecções e 1.672 o de óbitos, desde o início da pandemia no estado, em março de 2020.
“Até que a maior parte da população esteja vacinada será necessário combinar medidas para enfrentamento da pandemia. Consideramos que, até que seja decretado o fim da pandemia, recomenda-se que estados e municípios, com apoio do governo federal, combinem um conjunto de medidas nas próximas semanas”, alerta a Fiocruz.