Boletim da Fiocruz volta a destacar diminuição de leitos de UTI em Roraima

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) publicou a nova edição do boletim Observatório Covid-19, e destacou a diminuição de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em Roraima.

Os dados analisados são referentes à semana de 20 de junho a 3 de julho. Ou seja, são anteriores à reativação de 20 UTIs, feita pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) após denúncia do Roraima em Tempo, que mostrou leitos vazios em meio à superlotação do Hospital Geral de Roraima (HGR).

De acordo com o documento, o estado reduziu a quantidade de leitos entre maio e junho. Antes, eram 90 UTIs. Depois, o governo reduziu para 60, chegando a 54 há duas semanas. Na semana analisada, esse número estava em 59 leitos, com a abertura de cinco novos leitos, sendo que 57 estavam ocupados.

De 28 de junho a 5 de julho houve piora relevante somente em Roraima, que com somente 59 leitos disponíveis tinha 57 ocupados. O estado, entretanto, tem características muito específicas, com um único hospital em Boa Vista dispondo de leitos de UTI, que foram reduzidos no decorrer dos últimos meses”, ressaltou.

Ainda conforme o boletim, pela primeira vez em meses de análises das semanas epidemiológicas, Roraima foi o único estado do Brasil que apresentou uma taxa de ocupação superior a 90%. O estado permanece na “zona crítica”.

NOVOS LEITOS

No início deste mês, a Ordem dos Advogados do Brasil em Roraima (OAB-RR) enviou ao Governo de Roraima uma recomendação para ampliação de novos leito no HGR. Na ocasião, a entidade afirmou que o Hospital estava em colapso e pacientes aguardavam por uma “chance de salvação” na fila da UTI.

Na mesma semana, Roraima em Tempo revelou que a unidade guardava leitos vazios em meio a superlotação. Servidores denunciaram que os equipamentos estavam sem utilização há um mês.

Após as denúncias, o governo anunciou que os leitos seriam reativados. Desde quinta-feira (8), o número subiu de 59 para 74, no entanto, ainda permanece menor do que o registrado nos meses anteriores. Com a reativação, o boletim da Sesau registrou taxa de ocupação de 65%.

BRASIL

No restante do país, 14 estados apresentaram uma queda de pelo menos 5% na taxa de ocupação de leitos. Na zona de alerta crítico, junto com Roraima, estão os estados do Paraná, com 89%, e Rio Grande do Sul, com 79%. Outras oito unidades federativas estão fora da zona de alerta.

Conforme a Fiocruz, cenário pode ser atribuído ao avanço da vacinação, mas pondera que a circulação do vírus e consequentemente novos casos de variantes que podem prejudicar a imunização. A fundação relembrou ainda que as medidas como uso de máscara e higienização das mãos devem ser mantidas.

“É fundamental que as pessoas se vacinem, conforme o calendário dos municípios, sabendo que todas as vacinas disponíveis têm produzidos excelentes respostas. Sob o ponto de vista da organização do sistema e serviços de saúde, cabe o investimento imediato em estratégias para mitigar de forma eficiente os problemas gerados pelas necessidades de saúde e demandas reprimidas e desafios frente à Covid Longa”, recomendou.

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