TRE-RR marca, pela 3ª vez, julgamento de Cascavel e Éder Lourinho por compra de votos

O Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) marcou, pela terceira vez, o julgamento do atual secretário da Saúde, Airton Cascavel, e do deputado Éder Lourinho (PTC), por suposta compra de votos nas eleições de 2018.

A nova previsão é para 25 de agosto, conforme despacho do relator, Luiz Alberto de Morais Júnior, dessa quarta-feira (7). A notificação já foi enviada ao Ministério Público Eleitoral (MPE) e aos envolvidos no caso.

O MPE ofereceu denúncia em dezembro de 2018, depois do pleito eleitoral. Após as fases processuais, a ação seria apreciada em 26 de maio, mas foi adiada para 30 de junho, porque o juiz não estaria na sessão. Depois, foi reagendada, mas o TRE não informou o motivo.

Cascavel tentava retornar à Câmara dos Deputados, obteve 10.490 votos, não conseguiu se eleger, e está como suplente. Já Lourinho recebeu 2.851 votos e ocupa uma cadeira na Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR).

ACUSAÇÃO

Airton Cascavel e Éder Lourinho são acusados pelo Ministério Público de compra de votos. O órgão embasa as acusações na prisão de um pastor e uma mulher, em outubro de 2018, que trabalhavam para os dois. Éder nega envolvimento.

Eles foram presos em uma reunião com eleitores em uma casa na Prainha, região periférica de Caracaraí, região Sul de Roraima. Os agentes estranharam a aglomeração e a presença de uma caminhonete considerada cara.

Na bolsa da mulher foram encontrados R$ 6,6 mil e cadernos com dezenas de nomes, telefones e valores a serem pagos. O ministério ouviu sete pessoas que constavam nas anotações. Elas admitiram ter recebido R$ 100 para votar em Cascavel e Éder.

Cascavel é ainda investigado por compra de votos para beneficiar Antonio Denarium (sem partido) nas eleições de 2018. O crime teria ocorrido em Willimon, Raposa Serra do Sol, onde supostamente foram distribuídos bens aos indígenas.

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