RR tem aumento na circulação do coronavírus e ‘dificuldade em reduzir’ mortes, diz boletim

Um boletim da Coordenação Geral de Vigilância em Saúde (CGVS) de segunda-feira (4) afirma que houve aumento da circulação do coronavírus em Roraima a partir de dados avaliados no dia 12 de junho. Além disso, documento obtido pelo Roraima em Tempo indica que o estado tem “dificuldades em reduzir o número de óbitos”.

O boletim é assinado pela Coordenadora Geral, Valdirene Oliveira, e sugere medidas de enfrentamento à doença, como manter suspensas as aulas presenciais, proibição de eventos com aglomeração, e restrições a atividades econômicas não essenciais. Isso porque os indicadores avaliados na pandemia colocam Roraima em “risco alto”.

Para se chegar a essa classificação são analisados: risco de esgotamento e ocupação de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), leitos clínicos, número de mortes e novos casos, e a taxa de positividade para a doença a partir dos testes aplicados.

DADOS

Ontem, Roraima registrou 190 casos da doença e sete mortes. Com isso, subiu para 113.758 o total de infectados e 1.763 o de óbitos. Na semana de 12 de junho, o índice era de 261 casos por dia, o que, de acordo com a Vigilância de Saúde, permanecia “em níveis bastante elevados desde o início de 2021”.

“[A análise] evidencia a dificuldade em reduzir o número de óbitos no estado de Roraima no ano de 2021, com apenas duas semanas nas quais [houve] menos de 20 óbitos semanais”, reforça Valdirene.

Dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) indicam que entre 30 de junho e 6 de julho a taxa de novos casos está em 271. Além disso, existem 72 óbitos em investigação. As mortes saltaram neste ano, conforme o documento, com picos em fevereiro, quando foram registrados 77 falecimentos entre os dias 21 e 27 daquele mês.

“Ao compararmos os dois anos da pandemia, principalmente os dois períodos nos quais o estado apresentou um alto número de óbitos semanalmente, observa-se uma diminuição da proporção de óbitos no grupo dos indivíduos acima de 60 anos, tanto na faixa etária de 60 a 79 anos, quanto em maiores de 80 anos. Também é possível observar um aumento da proporção de óbitos na faixa de 30 a 59 anos ao longo do tempo”, revela o boletim.

Os números colocam Roraima com a maior taxa de incidência de casos da Covid-19 do Brasil, e em 7º lugar no ranking de mortes. 

LEITOS

Sesau fechou 36 leitos de UTI entre maio e junho deste ano – Foto: Josué Ferreira/Roraima em Tempo

Um dos indicadores para avaliar o risco da pandemia no estado é a ocupação de leitos de UTI. O Hospital Geral de Roraima (HGR) é o único com suporte avançado para tratamento da doença. Atualmente, são 59 leitos disponíveis na unidade.

Entre maio e junho deste ano, o governo fechou 36 UTIs no hospital, o que colocou Roraima na zona de alerta crítico, segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Roraima em Tempo mostrou, com exclusividade, leitos vazios no HGR, e a Sesau prometeu reativá-los. Ontem, o índice de ocupação estava em 86%.

Os clínicos também operam na capacidade máxima, em 100%, isto é, os 83 leitos estão ocupados. Semana passada essa taxa chegou a 107%. Atrelada à superlotação, a unidade tem déficit de profissionais de saúde e suspendeu as férias de todos os servidores do HGR. Pessoas que estavam em férias tiveram que retornar.

“É essencial a utilização da informação e comunicação como estratégia de promoção da saúde e controle da Covid-19, principalmente com a conscientização da população sobre a importância do uso de máscaras, de manter os espaços internos ventilados e da vacinação”, finaliza Valdirene.

Até o momento, Roraima recebeu 356.580 doses de vacinas contra a Covid-19, entre Coronavac, AstraZeneca, Janssen e Pfizer. Conforme a plataforma ‘vacinômetro’, da Sesau, foram aplicadas 236.783, desde o início da campanha, em janeiro deste ano. Do total, 168.473 são referentes à primeira dose, e 65.644 à segunda.

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