Policia Federal divulga balanço da Operação para retirada de garimpeiros da TI Yanomami

A policia Federal (PF) divulgou nesta terça-feira (6) balanço das ações da Operação Omama que ocorre desde o dia 29 de junho na Terra Indígena Yanomami para retirada de garimpeiros.

A Operação já tirou de ação cinco balsas, doze geradores de energia, 22 bombas de propulsão, 3 mil litros de combustível, quatro embarcações, dois motores, uma máquina caça-níquel, além de uma aeronave utilizada como apoio logístico da extração ilegal de minérios.

Também foram apreendidos durante a ação, aparelhos celulares, aparelhos GPS e aproximadamente R$ 3 mil em espécie.

“A Polícia Federal considera os resultados obtidos até o momento como extremamente satisfatórios e destaca o apoio das instituições parceiras como essencial para o êxito da Operação. Há, inclusive, expectativa de realização de outras ações nesses mesmos moldes ainda em 2021”, divulgou a instituição.

Também participam das diligências o Exército Brasileiro, Força Aérea Brasileira (FAB), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), Fundação Nacional do Índio (Funai) e a Força Nacional. Segundo a PF, a operação também visa proteger os povos indígenas.

A PF cita ainda que apesar das dificuldades causadas pelas condições climáticas e logísticas da região, a Operação segue, conforme o cronograma, que busca interromper a exploração ilegal de minérios e a violência na região.

OMAMA

O nome da operação faz alusão à entidade que deu origem ao povo Yanomami, segundo a crença indígena. A Terra Indígena Yanomami é considerada a maior reserva do Brasil, e está situada entre os estados de Roraima e Amazonas. A população estimada é de 28 mil indígenas.

CONFLITOS

A TI Yanomami registra conflitos entre indígenas e garimpeiros desde o dia 10 de maio. Conforme ofícios da Hutukara Associação Yanomami aos órgãos de controle, os garimpeiros usam bombas de gás lacrimogêneo e armas de fogo para atacar as comunidades. O último registro foi em 18 de junho, quando garimpeiros afundaram uma canoa com crianças e jovens.

A Associação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) informou no mês passado que foram enviados 13 ofícios entre abril de 2020 e maio de 2021 sobre a expansão do garimpo ilegal. Estima-se que mais de 20 mil invasores explorem a região em busca de ouro.

Os documentos destacam que a presença dos garimpeiros ameaça a segurança dos indígenas e propaga casos de coronavírus. Roraima tinha 6.094 casos de Covid-19 entre os povos indígenas até 1º de junho, segundo dados da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab). O número de morte está em 143.

DETERMINAÇÃO

No dia 24 de maio o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, mandou a União expulsar os invasores da terra indígena. O Plenário do STF manteve a decisão para retirar, com urgência, os garimpeiros.

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