Os indígenas venezuelanos das etnias Warao, Eñepá e Pemon, atendidos pela Operação Acolhida em Roraima, começaram a ser imunizados no sábado (19) contra a Covid-19. A ação tem o apoio do Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público do Estado de Roraima (MPRR), e Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).
Em alusão ao início da campanha do grupo, a primeira imunizada foi a indígena da etnia Warao, Maria Fabíola Zapáta. A dose foi aplicada no Núcleo de Saúde da Acolhida (NSA), no bairro 13 de setembro, espaço voltado exclusivamente aos imigrantes.
Conforme a Acolhida, 754 indígenas residentes em Boa Vista serão imunizados. Eles estão nos abrigos indígenas do Jardim Floresta, Pintolândia, Tancredo Neves e Nova Canaã. Segundo o Exército, que coordena os trabalhos da Força-Tarefa, o atendimento é uma orientação do Ministério da Saúde.
“A iniciativa segue o Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde que tem como objetivo principal a proteção dos desassistidos e de pessoas com maior risco de desenvolver formas graves da doença”, explicou.
Segundo a Força-Tarefa, a quantidade de vacinas disponibilizadas pela Secretaria de Saúde de Roraima é suficiente para imunizar todos os indígenas residentes em abrigos de Boa Vista.
A campanha deve seguir para os indígenas do Janokoida, em Pacaraima, e, posteriormente, para os assistidos em Manaus, no Amazonas, com a chegada e o repasse de novas doses. No total, 903 indígenas, nos dois estados, estão aptos para receber a vacina.