O aumento do nível do Rio Branco em Caracaraí, Sul de Roraima, provocado pelas últimas chuvas, fez com que 12 famílias fossem retiradas de residências localizadas em uma área considerada de risco.
Nesta sexta-feira (11), a prefeitura informou ao Roraima em Tempo que os moradores foram levados para casas de amigos e parentes, e não há famílias desabrigadas (quando precisam de abrigo do Poder Público). O Município explicou que já existem duas escolas prontas para receber pessoas que não tenham um lugar para ir.
De acordo com Agência Nacional de Águas (ANA), o Rio Branco em Caracaraí atingiu 9,47m na tarde desta sexta-feira, apenas 1,71m abaixo do registrado na cheia histórica de 2011.
Segundo boletim climatológico do Sistema de Proteção da Amazônia (SIPAM), a previsão para o próximo semestre é de chuvas intensas e acima dos padrões para o município. Essa situação contribuiu para o decreto de situação de emergência em Caracaraí, válido por 150 dias.
“As regiões como a Vila Baruana, Serra Dourada, Vicinal 01 Cujubim, Água Boa e a Região do Baixo Rio Branco já se encontram com trechos inundados e com dificuldade de trafegabilidade de veículos na região, acarretando no isolamento da população dessas localidades”, informou a prefeitura.
AJUDA
Conforme a prefeitura, a área mais afetada pelo alagamento na sede da cidade é o bairro Nossa Senhora do Livramento, em uma região conhecida como “Prainha”, às margens do rio. Além disso, o transbordamento da calha fluvial já causou danos em estradas e vicinais do município.
A prefeitura orientou aos moradores que se encontram em áreas de risco a entrar em contato com a Guarda Civil Municipal (GCM) através da Central de Atendimento 153. A Defesa Civil Municipal será enviada para verificar as circunstâncias. Em casos mais graves, as famílias são retiradas com apoio logístico para transporte dos pertences.
Caracaraí está entre as cidades declaradas como situação de emergência pelo governador Antonio Denarium (sem partido) por 180 dias. A Defesa Civil Estadual não descarta a possibilidade de o estado enfrentar os mesmos problemas que em 2011.