Rogério Caboclo é afastado da presidência da CBF após denúncias de abuso sexual

O Conselho de Ética do Futebol afastou Rogério Caboclo do cargo de presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A decisão foi anunciada na tarde deste domingo (6).

Caboclo deve permanecer afastado da função por pelo menos 30 dias, com possibilidade de prorrogação. O mais cotado para assumir a vaga enquanto o caso é analisado pela diretoria da CBF é o vice-presidente, Antônio Carlos Nunes, o Capitão Nunes.

A decisão que resultou no afastamento ocorreu após o dirigente ser denunciado de cometer abuso sexual contra um funcionária de entidade. O caso chamou a atenção não só da mídia, mas também de patrocinadores que manifestaram preocupação com a repercussão negativa do fato.

Esse movimento do Conselho de Ética já era esperado pela diretoria da CBF, que se uniu em apoio a saída de Caboclo neste momento. A articulação recente envolveu cinco dos oito vices da entidade. O agora presidente afastado tentou resistir enquanto pôde e se viu contrariado. Mas deu sinais de que continuará lutando para ficar no cargo.

Em uma carta enviada pelo diretor de Governança e Conformidade da CBF, André Magale, Caboclo foi aconselhado a se licenciar do cargo para preservar todos os envolvidos na denúncia, o que permitiria a entidade a garantia de continuidade das atividades que beneficiam toda a comunidade do futebol brasileiro.

A defesa de Rogério Caboclo, por sua vez, ressaltou que o seu cliante nunca cometeu nenhum tipo de assédio e que vai conseguir provar a sua inocência na Comissão de Ética.

A troca na presidência da CPF ocorre às vesperas da Copa América trazida para o Brasil, após o “sim” dado por Caboclo à Conmebol. O dirigente se aliou ao presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), para organizar o torneio em solo brasileiro, mesmo sob críticas relacionadas a situação do país com a pandemia da Covid-19.

Deixe um comentário