Uma solicitação de intervenção no tráfego de pedestres, na BR-174, no bairro 13 de setembro, zona Sul de Boa Vista, foi enviada ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) pela Cáritas Diocesana de Roraima. O pedido foi feito no último dia 2 de junho, após ocorrência de acidente envolvendo duas crianças venezuelanas, com 13 e um ano de idade, no mês passado.
Uma das crianças quebrou a perna em três partes e a outra bateu a cabeça, sem ferimentos graves. O motorista responsável pelo acidente não prestou socorro às vítimas. Segundo a Cáritas, a região tem um fluxo intenso de pedestres, dentre eles, crianças, jovens e mulheres com filhos de colo. Mesmo assim, condutores transitam pelo local em alta velocidade.
“Falta um pouco mais de vigilância porque passam muitas crianças, muito venezuelanos, e nos sentimos muito vulneráveis. Passamos para receber café da manhã [entregue na igreja Santo Agostinho, no bairro Pricumã]. Há muitas mães solos que atravessam sozinhas com as crianças e precisam de ajuda para comer”, relatou o migrante Luiz Guilherme, pai das duas crianças atropeladas.
Segundo a organização, os ofícios pedem intervenção física e/ou humana no local para assegurar os direitos das crianças. “Os ofícios requerem a intervenção física e/ou humana (barreiras, quebra-molas, posto policial) no tráfego da rodovia “para assegurar o direito à vida e à saúde de crianças, conforme previsto no artigo 4º do Estatuto da Criança e do Adolescente, bem como toda a proteção à população migrante, já tão vulnerabilizada”, informou.
Além do encaminhamento ao DNIT, o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (CEDCAR) e a Promotoria da Infância e da Juventude da Comarca de Boa Vista, foram comunicados por meio de e-mails institucionais.
O documento, em nome da Cáritas, foi assinado pelo presidente, Dom Mário Antônio, e pela Visão Mundial, pelo diretor de advocacia e relações institucionais, Welinton Pereira. As vítimas são beneficiárias do projeto Orinoco, coordenado pela Cáritas.