O tráfego no trecho da RR-203, próximo à sede do município de Amajari, Norte de Roraima, foi liberado na manhã deste sábado (5). A estrada estava interditada desde a noite desta sexta-feira (4) após o transbordamento do Rio Amajari.
De acordo com o diretor executivo da Defesa Civil Estadual, coronel Cleudiomar Ferreira, com o nível do rio mais baixo, o trânsito está liberado para veículos de grande porte. Já os carros pequenos podem atravessar com apoio de reboque, oferecido pela Prefeitura do município.
“À noite, o nível do rio ultrapassou 50 centímetros e foi necessário interromper o trânsito. Hoje pela manhã, o nível da água diminuiu dez centímetros e o tráfego foi liberado. Carros pequenos continuam atravessando o trecho com apoio de reboque”, informou.

O monitoramento da região seguirá e caso o rio volte a subir, causando riscos na travessia, o trecho pode ser interditado novamente.
POPULAÇÃO ISOLADA
Também no município do Amajari, outra equipe da Defesa Civil faz a baldeação de pessoas, veículos e provisões na região do Projeto de Assentamento Amajari. O Igarapé Acará transbordou e inundou a vicinal de acesso, transportes terrestres não conseguem trafegar e a população ficou isolada.
Conforme a Defesa Civil, residem nessa região 219 famílias e existem fazendas, com produção de banana e de milho, além de criação de gado de corte e de peixes.
“Na manhã de ontem, a equipe foi para a região do P. A. Amajari e iniciou o trabalho de baldeação para as pessoas que precisam vir ao Amajari ou ir para Boa Vista. Esse trabalho continuou ao longo do dia, e hoje a equipe permanece lá, fazendo a travessia de pessoas, motocicletas, gêneros em geral e provisões”,
De acordo com o relatório enviado pela equipe que está na região, as águas do Igarapé Acará não baixaram.
DICAS DE SEGURANÇA
A orientação dada pelo Governo de Roraima para moradores de regiões próximas a rios e igarapés é que redobre a atenção durante deslocamentos por BRs, RRs e vicinais. Além disso, a travessia de trechos onde há transbordamento deve ser evitada.
“Moradores de encostas de serras devem ficar atentos a possíveis deslizamentos de terra. A recomendação é que, se possível, deixem as residências principalmente durante chuvas intensas”, finalizou.