Uma criança Yanomami da comunidade venezuelana Yaritha morreu em Roraima na última sexta-feira (21). A confirmação foi dada pela Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), do Ministério da Saúde.
O Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami (Dsei-Y), administrado pela Sesai, chegou a prestar os primeiros socorros à criança no Polo Base da comunidade Homoxi, próximo à fronteira do Brasil com a Venezuela.
A criança foi levada pelos pais até o posto há alguns dias. A equipe de saúde indígena diagnosticou quadro de desnutrição infantil e realizou os primeiros atendimentos. Na quinta-feira (20), os médicos viram que o quadro de saúde da criança não melhorou e decidiram pela remoção para Boa Vista.
A comunidade Homoxi fica em uma área de difícil acesso na floresta amazônica. Por isso, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) autoriza somente decolagem e pouso durante o dia, sendo necessário o Dsei aguardar autorização e condições climáticas para envio de aeronave. A criança faleceu antes da decolagem.
“O Dsei-Y esclarece que o povo Yanomami é considerado de recente contato, inclusive com grupos isolados, onde muitos não falam português ou espanhol, com cultura e tradições preservadas. A entrada no território indígena é restrita aos órgãos federais com autorização da Fundação Nacional do Índio, e o Distrito não pode atuar em área de abrangência de outra nação, porém o socorro médico não é negado aos que procuram o Sistema Único de Saúde nas fronteiras”, salientou a Sesai.