Levantamento aponta que mais de 1,8 mil venezuelanos estão vivendo fora de abrigos em Boa Vista

Um levantamento da Organização Internacional para as Migrações (OIM), entidade que integra a Organização das Nações Unidas (ONU), apontou que Boa Vista conta atualmente com 1.861 refugiados venezuelanos que vivem fora de abrigos da Operação Acolhida.

Apresentado nesta sexta-feira (14), a contagem leva em consideração a presença de imigrantes em 14 ocupações existentes na cidade e no Posto de Recepção e Apoio (PRA), que fica ao lado da Rodoviária Internacional de Boa Vista, no bairro 13 de Setembro.

Somente no PRA, foram contabilizados 1.123 imigrantes, sendo 99% deles pessoas não regularizadas no Brasil. São refugiados que ingressaram no país por meios ilegais de março do ano passado até abril deste ano, tempo em que a fronteira do país com a Venezuela está fechada devido à pandemia do coronavírus.

O número total de pessoas nesse tipo de situação pode parecer alto para Boa Vista, mas ainda é menor que março deste ano, que mostrou que 2.295 imigrantes viviam fora de abrigos da cidade. Em abril do ano passado, eram 3.635 pessoas.

Por determinação judicial, a Operação Acolhida só pode regularizar, atualmente, imigrantes irregulares que sejam hipervulneráveis, como é o caso de pessoas com comorbidades, idosos e doentes.

“As ações de cadastramento para documentação e o encaminhamento para abrigo continuam sendo realizadas três vezes por semana. Ao longo do mês de abril, foram registradas um total de 1,050 pessoas hipervulneráveis e aguardam análise de seus pedidos de documentação e abrigo”, menciona trecho de relatório da OIM.

PACARAIMA

Com relação à cidade de Pacaraima, no Norte do estado, o levantamento apontou que 1.730 refugiados estão vivendo fora de abrigos. Esse número representa crescimento expressivo em comparação com março, que tinha 1.499 pessoas nessa situação. O ritmo de crescimento de imigrantes em situação vulnerável no município acontece desde outubro do ano passado.

“Durante o mês de abril se observou a incorporação de novas pessoas nas ocupações espontâneas da cidade, na sua maioria em situação migratória irregular. Isso afeta diretamente estratégia de interiorização, uma vez que os interessados encontram dificuldade em dar continuidade aos seus processos por falta de documentação”, menciona relatório da OIM.

 

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