Homens atiram contra venezuelanos e um morre; possível acerto de contas, segundo a polícia

Um venezuelano foi assassinado a tiros e outros dois foram baleados na noite dessa segunda-feira (17). O crime ocorreu no ponto de transporte intermunicipal localizado na Avenida Brasil, trecho urbano da BR-174, no bairro Pricumã, zona Oeste de Boa Vista. O local é conhecido como ‘Pau da Paciência’ e fica em frente ao prédio da Polícia Federal (PF).

A reportagem apurou que as vítimas dormiam no local, quando os suspeitos chegaram e “abriram fogo” contra os imigrantes. Um deles, que não foi identificado até a conclusão da matéria, às 23h50, não resistiu e morreu na hora.

Os outros dois foram socorridos por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levados ao Pronto-Socorro Francisco Elesbão. Nenhuma informação do estado de saúde deles foi repassada pela equipe médica que estava de plantão.

NAS REDES SOCIAIS

Fotos do imigrante morto e dos feridos sendo socorridos foram feitas pela população e compartilhadas em rede social. As imagens mostram a pressa dos socorristas em atender os sobreviventes.

As Polícias Militar e Civil, esta última por meio da equipe de agentes de plantão da Delegacia Geral de Homicídio (DGH), que investiga os crimes contra a vida, foram acionadas.

A reportagem apurou que um vigilante de um prédio próximo confirmou a presença do carro e que ouviu os tiros, porém não soube informar a cor ou modelo do veículo dos assassinos. Também não soube dizer quantos homens estavam no carro e as características. 

TRÁFICO DE DROGAS

Nenhum suspeito dos crimes foi preso ou identificado até a conclusão da matéria. As equipes policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da Polícia Militar e demais equipes policiais de plantão seguem em diligências para tentar capturar e identificar os criminosos, como também localizar o veículo usado por eles.

Uma das suspeitas para os crimes é de possível envolvimento das vítimas com o tráfico de drogas, ou seja, mais um caso de acerto de contas das facções criminosas que atuam no Estado, inclusive do país de origem das vítimas.

A reportagem foi informada ainda que as três vítimas seriam vendedores de picolés.

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