Taxa de desocupação em Roraima atinge 14% no primeiro trimestre de 2021, indica IBGE

A taxa de desocupação em Roraima atingiu o percentual de 14% no primeiro trimestre de 2021. É o que indicam os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nessa quinta-feira (27).

O estado ocupa a 20ª posição entre as 27 unidades da federação com a maior taxa de desocupados. A pesquisa leva em consideração a taxa de desocupação das pessoas com 14 anos ou mais. No primeiro trimestre de 2020, Roraima teve o percentual de 14,3%.

A pesquisa indica que os piores índices estão entre as regiões Norte (12,8%) e Nordeste (18,6%), maiores taxas registradas desde 2012. Já as demais regiões estão com níveis estáveis.

Além dos níveis de desocupação, a pesquisa contabilizou a porcentagem de pessoas trabalhando por conta própria, neste caso, Roraima atingiu 31,8%. Os maiores percentuais ficaram com os estados do Amapá (37,2%), Amazonas (35,4%) e Maranhão (35,2%), já os menores estão no Distrito Federal (20,2%), São Paulo (24%) e Minas Gerais (24,9%).

Outra estimativa divulgada foi o nível de empregados com carteira assinada no setor privado, onde Roraima ficou com 65,1%, ocupando a 16ª posição no ranking das unidades da federação. Os estados que mais concentraram empregados com carteira assinada pelo setor privado foram Santa Catarina (88,4%), Rio Grande do Sul (84,7%) e São Paulo (82,7%).

SUBUTILIZAÇÃO DA FORÇA DE TRABALHO

No 1° trimestre de 2021, a taxa composta de subutilização da força de trabalho em Roraima (percentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial em relação à força de trabalho ampliada) foi de 32,8%.

Piauí (48,7%) apresentou a maior taxa de subutilização, seguido por Maranhão (47,3%), Alagoas (46,9%), Bahia (44,8%) e Sergipe (43,6%). Já as menores taxas ficaram com Santa Catarina (11,9%), Mato Grosso (16,7%), Paraná (18,7%) e Rio Grande do Sul (18,8%), únicas unidades da Federação abaixo de 20%.

DESALENTADOS

Em Roraima, o percentual de desalentados (frente à população na força de trabalho ou desalentada) no 1º trimestre de 2021 foi de 7,4%. Maranhão (20,8%) e Alagoas (17,9%) tiveram os maiores percentuais. Os menores percentuais ficaram com Santa Catarina (1,1%), Mato Grosso (1,7%) e Paraná (1,9%).

INFORMALIDADE

A taxa de informalidade em Roraima no 1° trimestre deste ano ficou em 49,1% da população ocupada. Entre as unidades da Federação, as maiores taxas foram observadas no Maranhão (61,6%), Amazonas (59,6%) e Pará (59%), e as menores em Santa Catarina (27,7%), Distrito Federal (29,3%) e São Paulo (29,5%).

RENDIMENTO

O rendimento médio real habitual de todos os trabalhos das pessoas ocupadas em Roraima foi de R$ 2.339, R$ 104 a menos do que o verificado no mesmo trimestre do ano anterior (R$ 2.443).

TAXA NACIONAL

No total, a taxa de desocupação do país atingiu 14,7%, um aumento de 0,8 ponto percentual em relação ao trimestre de outubro a dezembro de 2020 (13,9%). Além de aumento de 2,5 frente ao mesmo trimestre de 2020 (12,2%).

Por sexo, a taxa de desocupação para homens foi de 12,2% e para mulheres 17,9%. Nas categorias de cor ou raça, pessoas pretas tiveram a maior taxa de desocupação, com 18,6%, seguida por pardos, com 16,9%. Já pessoas brancas ficaram com o percentual de 11,9%.

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