Anvisa aprova importação de vacinas da Sputinik V e Covaxin com restrições

Por 4 votos a 1, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nessa sexta-feira a importação de doses dos imunizantes Sputinik V da Rússia e Covaxin da Índia. Entretanto, a Diretoria Colegiada do órgão impôs algumas restrições sobre o uso das vacinas.

No caso da Sputinik V, a aprovação foi em caráter excepcional com quantidades específicas. Na prática, uma parte das doses poderá ser importada para ser usada dentro de um estudo de efetividade dentro dos estados que a solicitação.

As condições de uso do imunizante foram as seguintes:

  • Importação somente das vacinas das fábricas inspecionadas pela Anvisa na Rússia (Generium e Pharmstandard UfaVita);
  • Obrigação de análise lote a lote que comprove ausência de vírus replicantes e outras características de qualidade;
  • Notificação de eventos adversos graves em até 24 horas.

Vale lembrar que a importação da vacina russa já havia sido negada em um primeiro pedido, no dia 26. Diante disso, o Corsórcio Nordeste encaminhou um pedido de reavaliação ao Ministério da Saúde (MS). Com a aprovação, a aplicação em caráter excepcional e temporário para 1% da população se dará nos seguintes estados:

Bahia (300 mil doses)

  • Maranhão (141 mil doses)
  • Sergipe (46 mil doses)
  • Ceará (183 mil doses)
  • Pernambuco (192 mil doses)
  •  Piauí (66 mil doses)

O contrato com a Sputnik V prevê o repasse de 66 milhões de doses, que devem ser dividos entre 17 estados. Como há a restrição de uso, a expectativa é que 37 milhões de doses cheguem ao país ainda neste semestre.

Com relação a Covaxin, a Bharat Biotech deve encaminhará ao Brasil aproximadamente 4 milhões de doses. A aprovação foi concedida após visita da Anvisa na fábrica da empresa na Índia, em abril deste ano, além da análise do relatório dos testes da fase 3 com a vacina no país.

As principais condições impostas pela Anvisa são as seguintes:

  • Lotes fabricados no Brasil precisam ter passado por Boas Práticas de Fabricação (BPF) implementadas pela Bharat Biotech;
  • Apresentação de certificado de potência para todos os lotes;
  • Entrega e avaliação pela Anvisa dos dados referente a dois meses de acompanhamento de segurança dos estudos clínicos da fase 3;
  • Liberação de todos os lotes quanto aos aspectos de qualidade por análise laboratorail pelo Instituto Nacional de Controle e Qualidade em Saúde (INCQS) da Fiocruz.

Após o uso das 4 milhões de doses autorizadas, a Anvisa analisará os dados de monitoramento do uso de vacinas para poder avalar os próximos quantitativos a serem importados. O acordo de aquisição entre o Governo Federal e a Bharat Biotech prevê o repasse de 20 milhões de doses da Covax para o Brasil.

 

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