A filha de uma aposentada de 55 anos com doença cardiovascular procurou o Roraima em Tempo nesta segunda-feira (7) para denunciar a falta de marcapasso no sistema público de saúde.
De acordo com a filha, o médico que acompanha a paciente solicitou a troca do dispositivo. Contudo, ao procurarem pelo atendimento, a cirurgia não foi realizada. A implementação do marcapasso é indicada quando a pessoa possui doença que diminui os batimentos cardíacos.
“Procuramos os médicos do CDI [Centro de Diagnóstico por Imagem] várias vezes e, em todas, eles sempre dão a mesma resposta: que não tem marcapasso para fazer a operação. Mas conheço pessoas que já colocaram o aparelho”, relatou.
Conforme laudo médico enviado à reportagem, a operação precisa ser feita em um mês, sob risco de morte súbita. “Em um exame de check-up, o médico falou que ela precisava trocar o aparelho, pois a bateria está em 15%. Ele deu um mês. Se não trocarem até o dia 18 de junho ela pode morrer. Estamos desesperados”, desabafou.
A menos de duas semanas para encerrar o período estipulado pelo cardiologista, a mulher passa mal constantemente e tem apenas o auxílio da família. Sem dinheiro para comprar o dispositivo, os familiares temem pela morte da paciente.
“Não quero perder minha mãe, precisamos que o governo faça alguma coisa urgentemente, só temos 12 dias. Ela trabalha com meu pai no interior e não temos condições de comprar um aparelho que custa R$ 20 mil”, externou a filha.
CITADA
Até o encerramento desta matéria, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) não se posicionou sobre o assunto.