A taxa de pessoas que buscam por emprego há mais de cinco meses aumentou de 39,5% para 63,2% em Roraima. A comparação foi feita entre o primeiro trimestre de 2020 e 2021 pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e divulgada nessa quarta-feira (16).
O levantamento tem como base a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os números estimam que há 35 mil desocupados no estado, enquanto que no mesmo período do ano passado, o número chegava a 42 mil.
Já o índice de desocupados e desalentados (pessoas que desistiram de procurar emprego) entre os chefes de família diminuiu de 12,4% para 12,2%. Entre os estados da região Norte esta é a segunda menor taxa. Na porcentagem de desempregados, Roraima ocupa a terceira posição com 20,4%.
RANKING
- Rondônia – 14,7%
- Tocantins – 20,3%,
- Roraima – 20,4%
- Amapá – 22,4%
- Pará – 23,2%
- Amazonas – 24,3%
- Acre – 27,6%
Outro dado revelado pelos indicadores, é o rendimento médio real por hora, que chegou a R$ 14,66, valor considerado estável se comparado ao mesmo período do ano passado, abaixo da média nacional de R$ 15,41.
EFEITO PANDEMIA
A economista e consultora financeira Jádila Andressa avalia que os indicadores demonstram o impacto da pandemia no mercado de trabalho roraimense. Os decretos de fechamento do comércio e, posteriomente de restrições, causaram efeitos negativos.
“O principal fator ainda é a pandemia, que trouxe muitas restrições econômicas e, como consequência, o desemprego. Além disso, muitas pessoas deixaram de receber o auxílio emergencial, o que faz com que elas busquem por uma ocupação”, destacou.
A economista indica que bons resultados serão possíveis com o avanço da vacinação e, consequentemente, medidas menos restritivas no mercado.
“Podemos citar também que o comércio só voltará a funcionar 100% quando a maioria da população estiver vacinada.Tudo isso colabora para que as pessoas busquem por emprego sem conseguir de fato”, salientou.
BRASIL
Ainda segundo o estudo do Dieese, estima-se que há 14,8 milhões de desempregados no país, cerca de 1,9 milhões a mais se comparado ao primeiro trimestre de 2020.
Já a porcentagem de desocupados que são chefes de família saltou de 17,9% para 18,2%, e a taxa de pessoas que seguem em busca de emprego há mais de cinco meses passou de 54,4% para 66,3%.