Justiça de RR dá cinco dias para Sesau informar sobre condições do Hospital de Retaguarda

O juiz Aluizio Ferreira deu cinco dias para a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) apresentar informações sobre a estrutura do Hospital de Retaguarda. A decisão desta sexta-feira (18) atende pedido do Ministério Público do Estado de Roraima (MPRR).

“Oficie-se ao secretário [Airton Cascavel] para que informe, no prazo de cinco dias, qual a atual situação, no que se refere à quantidade de leitos, funcionamento e respectiva ocupação, bem como preste informações acerca dos insumos, profissionais e tudo o que mais for necessário aos trabalhos ali desenvolvidos”, escreve.

A decisão surge depois de o promotor da Saúde, Igor Nalves Belchior da Costa, pedir o cancelamento de uma audiência na próxima segunda-feira (21), pois ele não estaria livre para participar. Contudo, solicitou que a Sesau enviasse as informações.

LEITOS

Em janeiro deste ano, quando o hospital ainda estava fechado, o órgão acionou a Justiça Estadual para obrigar o governo a abrir 50 leitos na unidade. À época, a pressão hospitalar tinha se intensificado no Hospital Geral de Roraima (HGR) com a segunda onda da pandemia.

No dia 13 de janeiro, durante audiência de conciliação, ficou acordado que a Sesau providenciaria novos leitos, gradativamente. Ao todo, seriam implantados 40 novos leitos para emergências e 101 para internações.

Contudo, recentemente a Saúde Estadual fechou 36 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), colocando Roraima em uma zona de alerta crítico, como mostrou relatório da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Na mesma época, foram fechados 86 leitos clínicos.

RETAGUARDA

Antes administrada pela Operação Acolhida, do Exército Brasileiro, a Área de Proteção e Cuidados (APC), que passou a ser Hospital de Retaguarda, passou para os cuidados do Executivo em dezembro de 2020. A unidade foi montada em março do ano passado, mas aberta apenas em junho para receber pacientes com a Covid-19.

Roraima em Tempo apurou que o espaço é administrado por um hospital da rede privada, que recebe valores do governo pelos serviços prestados, o que inclui medicamentos, insumos e profissionais.

Deixe um comentário