Jovem cria ‘vaquinha’ virtual para fazer cirurgia de retirada da vesícula

Com apenas 19 anos, a jovem Aryenne Morais Franco foi diagnosticada com pedra na vesícula. Sofrendo com a doença e fazendo tratamento há quatro anos, a jovem sentiu as crises mais intensas nos últimos meses.

Mas viver com a dor não foi o único desafio enfrentado por ela, pois na última consulta na Clínica Cosme e Silva, no bairro Pintolândia, Aryenne foi informada mais uma vez que a cirurgia para a retirada do órgão não poderia ser feita, pois o Estado não estaria fazendo cirurgias eletivas, apenas de urgência.

“Na última ultrassom deu que 95% da minha vesícula está comprometida com pedras. E dói muito. Agora estou fazendo mais um tratamento. De manhã [dia 21 de junho] eu dei entrada no pronto-socorro passando muito mal e a tarde fui pegar os exames quando passei a tarde inteira esperando o resultado para a doutora me falar que o SUS não está fazendo esse tipo de cirurgia”, lamentou.

Aryenne revelou ainda que sua vida está cada vez mais limitada devido aos sintomas que a impedem de trabalhar e estudar, além da alimentação extremamente restrita que deve manter para amenizar dores e vômitos. Além disso, de acordo com ela, os custos com tratamento também são altos.

“Já gastei muito dinheiro com tratamentos, remédios caros, exames. Não posso mais aguardar pelo SUS ou que com uma das inflamações na vesícula, ela acabe se rompendo” explicou.

Sem condições financeiras, a jovem não tinha opção para se livrar de seu problema e aguardar que seu estado se agrave ainda mais pode ser fatal. Mas resolveu criar uma vaquinha virtual para arrecadar recursos na ordem de R$ 10 mil e realizar a cirurgia em clínica particular.

Até o momento desta publicação, a motorista de app conseguiu arrecadar R$ 370 e conta com o apoio de toda a sociedade para alcançar os R$ 10 mil para realizar o procedimento com urgência.

Quem quiser contribuir basta acessar o link https://vaka.me/2185177

SOBRE A DOENÇA

O aparecimento de pedras na vesícula causa dores intensas no lado direito ou na parte central do abdômen, dor nas costas, náuseas, vômitos. A retirada do órgão é o tratamento mais indicado por resolver o problema de vez e a recuperação da cirurgia se dá, normalmente, em duas semanas.

Quando a enfermidade não é tratada pode causar inflamação  da vesícula ou até mesmo desenvolver infecção grave.

CITADO

O Governo do Estado informou em nota que as cirurgias de urgência e emergência estão sendo realizadas, uma vez que se trata de procedimento cirúrgico que não cabe espera.

Em relação às cirurgias eletivas, estão sendo feitas de forma gradativa, conforme agenda realizada por cada especialidade, priorizando a gravidade e o risco de sequela, conforme protocolos do Ministério da Saúde.

Além disso, a Sesau vai lançar nos próximos dias um plano para efetivar cirurgias represadas, a fim de garantir celeridade no atendimento.

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