Em pronunciamento nesta segunda-feira (28), o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, pediu aos brasileiros “uso consciente” da água e energia elétrica para minimizar os efeitos da crise hídrica que o país enfrenta. No entanto, ele evitou o uso da palavra “racionamento” e afirmou confiar que o Brasil irá superar este “período desafiador e transitório”.
“Precisamos deixar claro que o sistema elétrico brasileiro evoluiu muito nos últimos anos. Hoje temos um setor elétrico robusto, que nos traz garantia de fornecimento de energia elétrica aos brasileiros”, destacou.
De acordo com o ministro, a medida reduzirá “consideravelmente” a pressão sobre o sistema elétrico, diminuindo também os custos da energia gerada. Atualmente, o Brasil passa pela pior estação chuvosa para as usinas hidrelétricas – que é a principal matriz de energia no país – em 91 anos, o que levantou discussões sobre risco de um racionamento de energia em várias regiões, como o realizado em 2001.
“Para aumentar nossa segurança energética, é fundamental que, além dos setores do comércio, de serviços e da indústria, a sociedade brasileira participe desse esforço, evitando desperdício no consumo de energia elétrica. Com isso, conseguiremos minimizar os impactos no dia a dia da população”, salientou Albuquerque.
Antes mesmo do pronunciamento em cadeia nacional, o presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) havia assinado uma Medida Provisória (MP) para a adoção de “medidas emergenciais” que tem como meta evitar um apagão no Brasil. Com isso, foi criado um grupo interministerial que “estabelecerá medidas emergenciais para a otimização do uso dos recursos hidroenergéticos, a fim de garantir a continuidade e a segurança do suprimento eletroenergético no País”.