Indicador revela que Roraima tem 6,4% dos jovens de 16 e 17 anos fora da escola

Dados do Indicador de Permanência Escolar, desenvolvido pelo Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede), mostram que 6,4% dos jovens de 16 e 17 anos estão fora da escola em Roraima, o quinto menor índice entre os estados brasileiros.

O Indicador de Permanência Escolar utiliza dados do Censo Escolar para mensurar o total de alunos que ingressou no sistema escolar, mas em algum momento abandonou a escola.

A diferença para os outros indicadores já existentes é que ele contempla o acumulado de jovens que deixaram a escola, independentemente do ano em que isso tenha acontecido, fornecendo um panorama do total de crianças que tiveramo direito à educação negado.

Já os indicadores de abandono (quem deixa a escola durante o ano letivo) e evasão (quem conclui um ano, mas não se matricula no seguinte) analisam apenas o ano anterior.

A análise foi feita a partir do Censo Escolar 2020 e considerou os nascidos em 2003. Os números são, portanto, anteriores à pandemia, e trazem um diagnóstico que ajuda na identificação das regiões prioritárias, que possuem altas taxas de abandono e, provavelmente, têm desafios maiores para manter crianças e jovens na escola neste momento.

AVALIAÇÃO

O indicador mostra grande correlação entre o nível socioeconômico dos alunos e o nível de permanência escolar, enfatizando aquilo que já é bastante discutido: é difícil manter os estudantes mais vulneráveis nas unidades de ensino.

A importância do indicador reside no fato também de que os municípios com menor permanência escolar são aqueles com mais dificuldades em várias áreas. Há menos professores com formação adequada, são redes com maiores taxas de reprovação escolar, maior rotatividade do corpo docente, entre outras dificuldades.

Para o diretor do Iede, Ernesto Faria, em um cenário de não realização do Censo Demográfico, é preciso ter medidas que orientem a busca ativa dos alunos.

“O risco de evasão é um dos grandes problemas da pandemia, e precisamos de diagnósticos que nos ajudem a identificar as localidades que necessitam de ainda mais atenção com essa questão”, avaliou.

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