Reprovação ao Governo Bolsonaro bate novo recorde, aponta DataFolha

Pesquisa DataFolha, divulgada nesta quinta-feira (8), aponta que o Governo Bolsonaro atingiu um novo recorde de reprovação. É o maior índice nos 13 levantamentos feitos pelo instituto desde que o presidente assumiu o poder, em 2019.

Realizado com 2.074 pessoas acima de 16 anos em 146 municípios, a pesquisa apontou que 51% dos entrevistados desaprovam a gestão atual. O levantamento foi feito nos dias 7 e 8 de julho e a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Na rodada anterior, realizada em 11 e 12 de maio, a gestão era avaliada como ruim ou péssimo por 45% dos entrevistados. A rejeição ocorre em razão das recentes denúncias de corrupção no Ministério da Saúde na pandemia, a atuação da CPI da Covid e os protestos nacionais contra Bolsonaro.

O levantamento apontou ainda que 24% dos entrevistados classificam o governo como regular, ante 30% do levantamento passado. Os que consideram a gestão boa ou ótima seguem também em 24%, mesmo percentual de junho.

O DataFolha destacou que Bolsonaro segue com a segunda pior avaliação entre os presidentes do país, levando em consideração somente o primeiro mandato. Ele só perde para Fernando Collor de Mello, que em meados de 1992 já enfrentava um risco de impeachment. O hoje senador tinha 68% de ruim/péssimo, 21% de regular e apenas 9% de bom/ótimo.

Outros presidentes tiveram avaliações ruins, como José Sarney e Michel Temer, mas eles não se encaixam nos critérios de comparação por não terem sido eleitos de forma direta como cabeças de chapa a um primeiro mandato.

Bolsonaro segue negativamente avaliado pelas mulheres (56%), jovens de 16 a 24 anos (56%), pessoas com nível superior (58%) e entre quem ganha 5 a 10 mínimos (34%). Mantém apoio ao presidente os evangélicos (24%), classe empresarial (49%) e pessoas acima dos 60 anos (32%).

A pesquisa também avaliou a percepção de pessoas por orientação sexual e negras. Bolsonaro é reprovado por 72% de homossexuais e bissexuais (8% da amostra, dividida entre os dois grupos), enquanto para os negros a reprovação é de 57%, com homogeneidade entre os demais grupos (brancos, pardos e amarelos).

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